Quando eu era criança, eu gostava de desenhar. E era fácil ver o que estava sentindo ou querendo dizer pelos meus desenhos porque eram genuínos e despretenciosos. Até que, com a idade, começaram a ficar pretenciosos. Então o meio que descobri para expressar-me mais genuinamente foi esse: a escrita. Nunca mosto o que escrevo a ninguém para que ela não se torne pretenciosa também. E, se mostrei a você, é porque, de uma certa forma, confio o suficiente em você para que leia não só o que está explícito mas também o que está nas entrelinhas.
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Clarice Groeneveld tem dezesseis anos e vive em Curitiba. Gosta de planejar o futuro e relembrar o passado, não só viver o presente. Escreve contos desintencionados por hobbie. Assiste muitas séries e filmes, conhece muitos atores e diretores – para a sua idade. Tem boa memória e orgulha-se disso. Gosta de fazer críticas positivas, sente-se desconfortável com as negativas. É ingênua o suficiente para se surpreender com as pessoas toda vez que fazem uma coisa ruim.
I don’t understand. I try to do my job. I follow the rules and people hate me. Innocent people get hurt, and, and other people, people who are not good, get to walk around doing anything they want. It’s not fair.
Peggy Olsen, Nixon vs. Kennedy [1x12] – Mad Men